Depoimento 2
6 de julho de 2017
Depoimento 4
6 de julho de 2017

Conheço muitas pessoas que planejaram engravidar, tomou a decisão em conjunto com seu marido e depois de pouco tempo a confirmação: “ESTAMOS GRÁVIDOS”. Também vi pessoas que não queriam ser mães, um momento de distração e suas vidas mudaram completamente.
Comigo não foi assim. Não foi tão fácil…

Depois de pouco mais de um ano de casada decidimos que uma criança seria de grande alegria em nossa vida. Então, tentamos…

Após 3 meses, marquei uma consulta com ginecologista que após alguns exames relatou que deveria ser ansiedade. Então, tentamos…

Após 1 ano, seguindo orientações de amigos, marcamos consulta com médico especialista em reprodução humana. Realizamos uma série de exames e descobrimos que tenho endometriose profunda.

Saí arrasada, sempre fiz todos os exames ginecológicos, marcava consulta a cada 6 meses e ninguém suspeitou desta possibilidade. Sempre cuidei da minha saúde.

Comecei a procurar diversos médicos, especialistas em endometriose, em reprodução humana, ginecologistas bem conceituados. Foram muitos exames e consultas e quase todos afirmaram que, se minha prioridade era ser mãe, deveria fazer FIV – Fertilização In Vitro.

Entre todos os médicos que me consultei, senti muita confiança no Dr. Mauricio Ligabô Jr.

Então, iniciamos o tratamento em novembro de 2012.

Conversamos com nossos familiares, neste momento minha dificuldade em engravidar já era pública. Mas, isto não foi constrangedor. Percebi que dividindo, compartilhando esta experiência minimizava a dor, reduzia a ansiedade. Tive total apoio. As pessoas torceram por mim. Foi à primeira vez que percebi o sonho de ser mãe próximo… Quanta alegria.

Tomei medicamentos e realizei ultra-som no dia 30/12/2012, mas precisei voltar no dia 31/12/2012 para realizar outro exame. Eu, meu marido e o Dr. Mauricio estávamos lá.

Fiz tudo direitinho, remédio no horário, cuidados. Meu marido solicitou as férias nesta época para acompanhar todo o processo.

Chegou à hora de retirar os óvulos. Entretanto, tive hiper estímulo ovariano que fez com que a implantação dos embriões fosse adiada.

O Dr. Mauricio e Dr. Alex aconselharam a congelar os embriões. Acreditaram que, da maneira como eu estava, não teria muito sucesso ao implantá-los.

Mais uma vez chorei, mas sei que estavam certos e aceitei o que foi indicado. Estes profissionais indicavam a decisão com base no conhecimento, na razão e eu na emoção. Como queria ser mãe…

As coisas não saíram como planejei, mas tive total apoio médico.

Em junho de 2013, o Dr. Mauricio, após o ultra-som, relatou que estava tudo correto e que poderíamos implantar os embriões.

Fiquei tão feliz, mas era uma felicidade diferente. Sabia que apesar de confiar plenamente na capacidade médica, é Deus quem decide se estou preparada para ser mãe. Rezei tanto, pedi e sei que muitas pessoas também pediram por mim.

Implantei os embriões em 14/06/2013 e 27/06/2013 fiz o exame Beta HCG. ESTOU GRÁVIDA! Deu positivo.

No ultra-som, mais uma surpresa: SÃO GÊMEOS!!!!!

Parece que estava sonhando…

Hoje tenho duas meninas, as mais lindas do mundo.

Em conversas com mulheres, conheci aquelas que precisaram da doação de óvulos para gerar seus filhos, outras não tinham útero; mas todas empenhadas na decisão de ser mãe.

Comecei a pensar o que torna uma mulher mãe e percebi que um filho é feito no coração. Você não precisar tê-lo em sua barriga ou ver alguma característica física nele para comprovar a maternidade. Você precisa amar, sentir antes mesmo de vê-lo e desejar pegá-lo no colo como algo mais importante do mundo.

Hoje sei que dificuldade em engravidar é comum; o caminho a ser percorrido não é fácil. Por isso, contar com médicos que tratam do assunto com seriedade, disponibilidade e bom humor é fundamental. Foi este fato que me fez citar os nomes dos médicos que me atenderam e relatar minha experiência. Tudo o que passei parece pequeno, quando olho minhas filhas vejo o quanto sou feliz.

Desejo a todas as mulheres a mesma alegria que sinto hoje.