7 procedimentos de reprodução humana que a Mogiinvitro conta para mulheres que têm dificuldades em ter filhos

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Todos os dias lidamos com casais e mulheres que têm bastante dúvidas sobre infertilidade, tratamentos e alguns procedimentos de reprodução humana para que elas aumentem ainda mais as chances de engravidar.

Muitas mulheres pela falta de informação acabam confundindo infertilidade com incapacidade de concepção, e acredite, os dois problemas são totalmente diferentes. Em geral, o diagnóstico de infertilidade pode ser realizado após 12 meses de tentativas consecutivas sem use de nenhum contraceptivo. Se a mulher tem mais de 35 anos, o prazo para a realização do diagnóstico cai para seis meses de tentativas.

Tendo isso bem definido em mente e conversado com o seu médico você já pode estudar possibilidades e qual o melhor procedimento de reprodução humana é o melhor para você. Veja a seguir 7 procedimentos de reprodução humana que a Mogiinvitro conta para mulheres que têm dificuldades em ter filhos

 

Inseminação Intra Uterina

Consiste na deposição intra-uterina de espermatozóides após preparo do sêmen em laboratório, no período ovulatório. Considerando que é baixo o índice de gravidez com IIU sem estimulação ovariana, recomenda-se que a técnica, via de regra, seja executada após resposta ovariana adequada à estimulação medicamentosa da ovulação. O laboratório irá separar os espermatozóides mais rápidos e colocá-los em um meio com composição semelhante ao fluido que fica nas trompas. Os espermatozóides, nadando livremente nesse meio, são colocados em um cateter acoplado a uma seringa. No horário estabelecido (simultaneamente a ovulação), o cateter é introduzido no útero e aqueles espermatozóides são depositados no ambiente uterino, próximo às trompas.

As chances de gravidez por inseminação intrauterina estão em torno de 25% por cada tentativa (ciclo).

Principais indicações:

  • Fator cervical
  • Fator ovulatório
  • Fator masculino de causa ejaculatória e de causa seminal leve
  • 4 anos de infertilidade sem causa aparente
  • Sêmen de doador ou Sêmen armazenado

 

Fertilização In Vitro

A fertilização “In Vitro”, bebê de proveta, é a união do espermatozoide (gameta masculino) com o óvulo (gameta feminino) no laboratório, formando uma célula embrionária que posteriormente será transferido para a cavidade uterina. Para realização desta técnica de alta complexidade, a paciente passa por um processo de estimulação controlada dos ovários, no qual são usadas medicações hormonais promovendo o crescimento dos folículos (bolsinha de líquido que contém o óvulo), afim de termos mais de um folículo crescendo.

Esse crescimento é acompanhado através da ultra-sonografia e quando os folículos atingem tamanho ideal é marcada a aspiração folicular (retirada dos folículos para manipulação em laboratório). A aspiração dos folículos é realizada sob sedação, o que a torna indolor, e guiada por ultrassom. O líquido de cada folículo ovariano puncionado é imediatamente encaminhado ao laboratório, onde o embriologista, através de um microscópio, localiza os oócitos e os coloca em meio de cultura apropriado. Os oócitos, então são incubados até o momento do encontro com o espermatozoide.
No mesmo dia, a coleta de sêmen é realizada pelo homem através da masturbação. Após a coleta, o sêmen é processado, assim, os melhores espermatozoides serão selecionados. Neste momento, o laboratório está com os dois gametas: o feminino que foi incubado e o masculino, com os espermatozoides mais competentes.

Os óvulos são inseminados com os espermatozoides numa mesma placa de cultura e incubados em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local em que ocorre a fecundação.

Em boas condições laboratoriais e partindo-se de óvulos maduros e sêmen de boa qualidade, pode-se esperar que, pelo menos, 70% dos óvulos inseminados serão fertilizados. A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Ovorecepção

O programa de ovorecepção é destinado a casais em que o lado ovulatório é a principal causa de infertilidade, seja pela incapacidade do ovário em produzi-los, seja pela acentuada queda na qualidade dos óvulos, o que muitas vezes inviabiliza a capacidade de engravidar.

O ciclo de doação de óvulos é realizado pela Técnica de Fertilização In Vitro na qual os gametas femininos (óvulos) de uma mulher (doadora) são doados a outra (receptora) para que sejam fertilizados. A fertilização é realizada no laboratório com espermatozóides do marido da receptora. A doadora será estimulada com hormônios injetáveis para aumentar a produção de óvulos naquele mês. Após a coleta, quando o processo for realizado pela doação compartilhada, metade dos óvulos serão fertilizados com os espermatozóides do marido da doadora e a outra metade com os espermatozóides do marido da receptora.

Vinte e quatro horas após a fertilização sabemos quantos embriões se formaram, estes permanecem no laboratório por 2 a 5 dias e após serem selecionados serão colocados no útero através de um cateter por via vaginal. Não há necessidade de sedação.

Desta forma, o(s) embrião(ões) transferido(s) para o útero da receptora, será(ao) formado(os) pelo espermatozóide do próprio marido e o óvulo de uma doadora. A receptora recebe dois únicos hormônios para o preparo do útero a fim de receber os embriões, pois não existe indução de ovulação. A taxa de sucesso de gravidez é a mesma da paciente doadora que tem idade até de 35 anos(36%).

Aspectos Legais
Os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução 2.013/2013, publicada no D.O.U de 09 de maio de 2013, página 119 – seção I.

 

Cirurgias para melhorar a fertilidade

Um dos procedimentos que podem melhorar a reprodução humana é que existem algumas cirurgias que podem melhorar a fertilidade do casal e outras que podem ser adjuvantes nos tratamentos de reprodução humana assistida.

As intervenções cirúrgicas são normalmente benéficas para a cura das doenças, porém, se forem realizadas sem necessidade ou com técnicas inadequadas, prejudicam a saúde das pacientes podendo, entre outros problemas, causar infertilidade.

Entre as intervenções mais frequentes realizadas na mulher estão as cirurgias de miomas, cistos de ovário, septo uterino, pólipos endometriais, cirurgias tubárias, sinéquias uterinas e endometriose.

No homem temos a reversão da vasectomia e correção da varicocele

 

Gestação de substituição

A Resolução no 1358/92, do Conselho Federal de Medicina regulamenta que as Clínicas, Centros ou Serviços de Reprodução Humana podem utilizar esta técnica desde que exista algum problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética (mãe biológica).

Essa técnica se baseia na gestação de um bebê formado a partir de um embrião do casal que está realizando o tratamento de Infertilidade. Ou seja, os óvulos da mãe são fertilizados com os espermatozóides do pai. Os embriões formados no Laboratório da Clínica de Reprodução Assistida são transferidos para o útero de outra mulher, desde que a mãe biológica não possa gerar o filho.

As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética (mãe), num parentesco de até segundo grau. Ou seja, entre mãe e filha,  irmãs, sobrinhas e  tias e primas. A doação temporária do útero não tem caráter lucrativo ou comercial.

 

Assisted Hatching

A microassistência para a implantação do embrião facilita a implantação do embrião no útero materno (o grande desafio da reprodução assistida). Por diversos motivos, entre eles a idade do óvulo, a zona pelúcida – uma camada que protege o embrião – é, às vezes, muito resistente, dificultando assim a implantação: o embrião não consegue “sair da casca”. A técnica de “Assisted Hatching” é, portanto, uma microcirurgia dessa cápsula embrionária, que pode ser realizada com meios químicos ou mecânicos, ou com o uso de raio laser. Com quaisquer ferramentas, o objetivo é abrir uma passagem para o embrião, uma pequena “janela” na zona pelúcida.

 

Coito Programado

É um tratamento de baixa complexidade, o mais básico e simples de todos. Consiste em se utilizar medicações indutoras da ovulação, com monitorização do crescimento de folículos ovarianos e do endométrio através de ultrassonografia seriada. No instante oportuno, quando o(s) folículo(s) alcança(m) o tamanho adequado, é aplicada uma medicação chamada hCG, que promove a rotura folicular (ovulação propriamente dita) com a saída do óvulo do ovário e, então, se estabelece o momento exato da relação sexual.

As chances de gravidez por coito programado estão em torno de 8% por cada tentativa (ciclo).

Principais indicações:

  • Fator ovulatório
  • Fator masculino leve
  • Fator imunológico
  • Endometriose mínima/leve
  • ESCA

 

Além destes, contamos com muito mais serviços, como acompanhamento diário de médicos, pré natal,  serviços de enfermagem, aplicação dos medicamentos, orientações de nossa Embriologista entre outros. Saiba mais sobre o mundo da reprodução humana assistida clicando aqui, no nosso site você fica por dentro de todas as novidades, nossos serviços, contato e muito mais.