Congelamento de Gametas

É a criopreservação, dos óvulos e dos espermatozóides, em nitrogênio líquido, à temperatura de -196oC. Numa temperatura tão baixa, estas células ficam preservadas vivas, com seu metabolismo totalmente suspenso, por longos períodos, que pode alcançar décadas. Esta tecnologia possibilita a preservação da fertilidade masculina e feminina.

O congelamento de espermatozóides é indicado em casos de quimioterapia e radioterapia pois estes tratamentos podem destruir as espermatogônias, células que dão origem aos espermatozóides, ocasionando, iatrogênicamente, a esterilidade. Também está indicado antes da realização da vasectomia, pois em caso de arrependimento, o homem pode ainda ter filhos com o sêmen que foi congelado.
Durante o tratamento de infertilidade, o sêmen pode ser congelado no caso do marido estar, viajando no dia do procedimento de sua esposa ou quando existe dificuldade de colher sêmen, para garantir a amostra no dia da inseminação ou fertilização In Vitro.

Mulheres jovens devem congelar seus óvulos ou tecido ovariano, antes da quimioterapia ou radioterapia. Estes procedimentos podem acarretar numa destruição dos óvulos no ovário, acarretando em infertilidade ou até mesmo menopausa precoce. Mulheres que desejam adiar a maternidade podem congelar seus óvulos como garantia para o futuro. É importante ressaltar que após os 35 anos de idade os óvulos de uma mulher entram num processo inexorável de deterioração, que culmina na menopausa. Somente óvulos de mulheres abaixo desta idade tem uma maior probabilidade de sobrevivência após o descongelamento.