Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da síndrome do ovário policístico?
Os principais sintomas da síndrome do ovário policístico são:

1) Irregularidade menstrual na forma de amenorreia (ausência de fluxo menstrual por pelo menos 3 meses) ou oligomenorréia (ciclos menstruais com intervalos longos);

2) Hirsutismo (crescimento de pelos grossos e pigmentados em regiões onde não deveriam existir na mulher – face, tórax e abdome);

3) Obesidade (IMC>30), onde a deposição de gordura é tipicamente central com uma relação cintura-quadril alta.

4) Acne, seborreia (pele oleosa).

5) Acantose nigricans (lesão cutânea espessa e pigmentada que pode estar presente nas axilas, nuca, abaixo das mamas, face interna da coxa e vulva.

6) Infertilidade é uma das queixas mais frequentes. Como as pacientes encontram-se com um distúrbio da ovulação, a dificuldade de gravidez é evidente. Além disso, os quadros de abortamento precoce por insuficiência lútea também podem ser observados.

7) Menos comuns: alopecia frontal (calvície frontal) e hipertensão arterial.
Quais são as consequências do diagnóstico tardio da endometriose?

Se a doença não é diagnosticada no início, progride e intensifica a reação inflamatória, podendo invadir a bexiga, causando cistites e sangue na urina, e o intestino e o reto, provando dor, diarréia ou prisão de ventre. Toda essa inflamação também pode causar aderência entre os órgãos internos e a deformação do aparelho reprodutor, impendido à mulher de engravidar. As consequências do diagnóstico tardio são a infertilidade, a dor crônica e em casos mais graves obstrução instestinal que raramente evolui para perfuração intestinal ou obstrução ureteral, com retenção urinária e prejuízo da função renal.

Quem toma a pílula por muito tempo tem dificuldade para engravidar depois? Por quê?

Não. A pílula não afeta em nada a fertilidade e pode ser tomada por um longo período. Assim que se suspende a pílula seu organismo retoma as suas funções normais e você poderá engravidar logo na primeira ovulação.

A pílula engorda? Por quê?

Em alguns casos a pílula pode engordar. Os hormônios (estrogênio e progesterona) que compõe a pílula podem provocar aumento do apetite e também induzir a retenção de líquidos, deixando seu corpo mais “inchado”. No segundo caso, não há aumento da gordura corporal propriamente dita, mas pode ocorrer um aumento no peso (líquido pesa!). As pílulas mais antigas estavam associadas ao aumento de peso, o que raramente acontece com as mais modernas. “Na maioria das vezes a paciente usa a pílula como desculpa para justificar aqueles quilinhos extras que, na verdade, têm origem lá naquele chocolate a mais”. O importante é que você esteja sendo acompanhada por um especialista. Se você sentiu que engordou sem mudar seus hábitos alimentares, converse com seu ginecologista.

A pílula anticoncepcional pode afetar o desejo sexual da mulher? Por quê?

Um dos efeitos colaterais atribuídos aos progestógenos presentes na pílula é a alteração da libido. Essa alteração pode ser tanto para mais quanto para menos. Sendo assim, algumas mulheres sentem aumento do desejo sexual e outras sentem queda da libido.

A mulher pode emendar duas ou mais cartelas para não menstruar? Por quê?

Pode. Tudo na pílula é calculado respeitando o período de 28 dias. Se forem 21 comprimidos tomados diariamente, haverá uma pausa de sete dias. Se forem 24, a pausa será de quatro dias. Nesse período de pausa ocorrerá menstruação. Atualmente temos no mercado pílulas com 28 comprimidos para mulheres que optam por não fazer a pausa e, portanto não menstruar. Os estudos comprovam que esse hábito não diminui a eficácia da pílula e não aumenta o risco cardiovascular, porém pode provocar atrofia endometrial que tem como consequência o sangramento de escape, queixa comum entre as pacientes que optam pelo uso contínuo da pílula.

Mulheres que emendam cartelas seguidas da pílula podem ter problemas para engravidar? Por quê?

Não. O uso contínuo da pílula não afeta a fertilidade e inclusive em alguns casos pode preserva-la, como nas pacientes portadoras de endometriose. Além disso, a suspensão da menstruação através do uso contínuo da pílula pode ser uma opção para as mulheres que sofrem com a tensão pré-menstrual e de cólica menstrual intensa.

A pílula causa mudança de humor? Por quê?

A pílula pode causar mudanças no humor, principalmente nos primeiros meses de uso. São atribuidos aos estrógenos: irritabilidade, tonteira, náusea e cefaleia. Já os progestógenos podem provocar depressão e cansaço. Em geral esses sintomas são incomuns, principalmente com a chegada das pílulas de baixa dosagem.

A pílula ajuda a diminuir a acne? Por quê?

Algumas pílulas possuem ação antiandrogênica, diminuindo a atividade do hormônio masculino que o ovário produz e que age na pele podendo causar acne. A principal delas é o acetato de ciproterona, muito utilizado pelas mulheres que tem ovários policísticos e que sofrem com o hiperadrogenismo (aumento da produção de hormônio masculino). Recentemente, apareceu uma pílula com um componente progestagênico que, ao mesmo tempo, é um anti-hormônio masculino e tem função diurética (drospirenona).

Mulheres que fumam não podem tomar a pílula? Por quê? Elas correm algum risco?

O risco de doença cardiovascular aumenta com a idade e um dos componentes da pílula combinada, o estrogênio, pode potencializar os efeitos colaterais do cigarro, provocar vasoconstrição e facilitar a formação de coágulos, que vão entupir artérias e veias. Por isso, a mulher fumante pode tomar a pílula combinada até os 35 anos. Depois dos 35, não deve. Se tiver que usar esse tipo de anticoncepcional, deve optar por uma pílula que só contenha progestagênio, ou então uma opção ainda melhor: parar de fumar.

Quando procurar um especialista em infertilidade ?

Geralmente todos os casais que não conseguiram gravidez espontânea no prazo de um ano, sem nenhum método anticoncepcional, deveram procurar um médico especialista em reprodução humana.

Quais os tipos de tratamento de reprodução assistida ?
Há basicamente quatro tipos de tratamentos:
  • Baixa Complexidade: Coito programado;
  • Inseminação Intrauterina (IIU).
  • Alta Complexidade: Fertilização in vitro convencional;
  • Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI).
Quais os exames são necessários para o diagnóstico de infertilidade ?
Os exames básicos para todos os casais são:

Mulheres:
  • Hormonais
  • Histerossalpingografia (HSG)
  • Ultrassonagrafia


Homens:
  • Espermograma
Qual a probabilidade de sucesso dos tratamentos ?
  • Ovulação induzida: 15%
  • Inseminiçãointra uterina: 16% a 25%
  • Fertilização in-vitro: 40%
  • ICSI : 40%
  • Doação de óvulos: 50%
Como é feita a aspiração do óvulo?

A aspiração dos óvulos geralmente é feita de manhã na clínica, devendo a paciente se encontrar em jejum absoluto.

A aspiração é realizada no centro cirúrgico e com o anestista na sala, que lhe aplicará uma sedação leve. É importante salientar, que a sedação não é uma anestesia geral. Ela apenas provoca um adormecimento por apenas 10 a 15 minutos, tempo necessário para a realização do procedimento.

Como funciona a doação de sêmen ?

A doação de sêmen é fácil e indolor. Não provoca nenhum efeito colateral e não requer nenhum esforço. É uma nobre iniciativa que pode trazer uma felicidade sem tamanho também para você doador, uma ação que vai transformá-lo no herói anônimo ao contribuir para completar a vida de um casal.

Para a coleta do sêmen é necessário uma abstinência sexual de no mínimo dois dias e no máximo cinco dias. A coleta é feita no próprio laboratório que realiza essa operação, por meio da masturbação. Mas, além dos homens guardarem seus espermatozóides para o caso de quando encontrarem a parceira certa, muitas mulheres estão à procura destes laboratórios, pois querem uma produção independente. Para poder doar o espermatozóide o homem deve ter de 18 anos a 40 anos de idade e ser ter uma vida totalmente saudável. Caso você procure o laboratório para ser um doador para essas mulheres é necessário realizar uma série de entrevistas, onde de cada dez homens somente dois são aproveitados. Saiba que quando a pessoa vira um doador não é informada a sua identidade civil, mas sim a sua identidade médica.